domingo, 14 de agosto de 2011

Resposta a Henrique Monteiro

Exmo. Senhor,
Li e reli a sua coluna com o título acima. Depois de meditar sobre as fundamentações das suas teses e conclusões (sim que o senhor apenas se arroga do direito de afirmar sem sustentar) tenho de concluir que o senhor também deve andar a beber wisquie de um lote adulterado que em tempos também tive em casa. Fica o alerta porque há coisas que nem os neo-liberais da Impresa podem ignorar por muito tempo, correndo assim o risco de o porem a escrever na Caras. É que lá tudo é permitido, mesmo os dislates daqueles que por serem escribas há muito tempo se arrogam do direito de querer entender as sociedades de hoje, esquecendo, por desonestidade intelectual e outra, as lutas operárias dos séculos XVIII e XIX, em que vingavam os neo-liberais da época. Leia Charles Dyckens. Vai ver que não perde nada com isso.
 
Prezo o respeito, os direitos com deveres e vice-versa, e reclamo do Estado aquilo que o este assumiu dar-me a troco do que me exige pela via dos impostos. É ser de Esquerda? Óptimo.
 
Para o acompanhar no seu toque de intelectual, cito adaptando o que em tempo alguém escreveu sobre Nuno Rocha: Cada País tem o Henrique Monteiro que merece. Vá-se lá saber porquê, o Henrique Monteiro de Portugal chama-se mesmo Henrique Monteiro.
 
 
Com os melhores cumprimentos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ministério da Saúde suspende prestaçõs sociais

Sobre os cortes das prestações sociais, o Macedo da Opus e do BCP comparou o seu rendimento mensal com os valores das referidas prestações. Obviamente que concluiu pelo valor irrisório das mesmas. O que este filho da Obra não se dignou fazer foi compará-las com os valores das pensões de sobrevivência. Se o fizesse, certamente que esta alma, por tão devota que é, não mostraria tamanha insensibilida...de com a medida que tomou. Não deixa de ser caricato que o robin dos bosques da oposição, agora travestido de MNE, fique calado perante tamanha ignomia. E o manhoso dos pasteis? O tal que pregava que não se podiam exigir mais sacrificios aos portugueses. Pelos vistos referia-se aos possuidores de acções da SLN ou frequentadores de amizades com forte tendência para os calabouços da PJ. Como dizia um famoso Almirante, badamerda para estes gajos.Ver mais

sábado, 9 de julho de 2011

Finalmente

Há momentos em que, na presença de uma paisagem, pintura, obra de engenharia ou de arte deslumbrantes, nos questionamos acerca da marca que nos caberá deixar nesta curta passagem por cá. Muitos, como eu, ficam satisfeitos por, não podendo igualar Erastótenes, Copérnico, Galileu, Girordano Bruno, Newton, Pasteur, Fleming, Einstein e outros que 'da lei da morte se libertaram', mais nada resta do que poderem aspirar a dar 'um ar de sua graça'. Não contribuir com má fama para as estatisticas da economia informal, participação cívica, criminalidade, seja ela pequena ou violenta, ilicitos fiscais, etc., já é um desiderato confortável. Vem isto a propósito das recentes declarações do (dizem que é uma espécide de) PR relativamente às agências de rating, nomeadamente quando estas tiveram a ousadia de colocar a dívida pública portuguesa, e não só, ao nível considerado lixo.
Não se lhe conhecendo nenhuma posição firme em defesa de tudo aquilo que ele deveria representar quando, após o chumbo do PEC IV, as agências de rating baixaram o dito da República e a oposição berrava que tal se devia à falta de confiança dos mercados no (des)governo PS, comecei, ao estilo do pequeno Grande Arquitecto do SOL, a interrogar-me acerca das razões porque, para alguns, o (dizem que é uma espécie de) PR fala, agora, de mais.
Representando o que deve respresentarr, o (se não fosse uma espécie de PR) PR queria, apenas, provar que a acção das Moody's, Fitchs, Standard&Poors é indiferente do partido que está no governo ou das medidas tomadas para corrigir o défice. Para o demonstrar teve de esperar dois ou três longos e penosos meses (que as suas decisões são muito ponderadas) ainda que, para tal, tivesse de observar o País a descer no vórtice que nos há-de conduzir à ETAR dos mercados financeiros.
A um PR exige-se isenção e defesa intransigente do SU-PE-RI-OR Interesse Nacional. Exige-se também ponderação na expressão das suas opiniões, não vá sair gato por lebre como na Bolsa em 1987.
Neste sentido, e aspirando também eu a um dos rasgos a que me refiri no inicio, concluí que a razão porque calou o que agora brada aos quatro ventos tem pura e simplesmente a ver com a conclusão a que chegou ao fim de dois ou três longos e penososmeses de reflexão: "as decisões das agências de notação norte-americanas são uma ameaça à estabilidade da economia europeia". Isto, também, depois de, contra todas as promessas eleitorais e justificações para chumbar o PECIV, ir agora ser aplicado um imposto extraordinário.
Tal como comigo acontece, também o (dizem que é uma espécie de) PR não se pode igualar a Erastótenes, Copérnico, Galileu, Girordano Bruno, Newton, Pasteur, Fleming, Einstein, W. Brandt, O. Palme, Jean Monet e outros, razão pela qual, também, nada mais lhe resta que, de vez em quando, ter uns rasgos que lhe permitam, ainda que tarde e a más horas, concluir o que concluiu.
PS: Há porém uma diferença entre ambos: não comprei nem vendi acções da SLN. Mas será isto uma vantagem nos tempos que correm?