sábado, 9 de julho de 2011

Finalmente

Há momentos em que, na presença de uma paisagem, pintura, obra de engenharia ou de arte deslumbrantes, nos questionamos acerca da marca que nos caberá deixar nesta curta passagem por cá. Muitos, como eu, ficam satisfeitos por, não podendo igualar Erastótenes, Copérnico, Galileu, Girordano Bruno, Newton, Pasteur, Fleming, Einstein e outros que 'da lei da morte se libertaram', mais nada resta do que poderem aspirar a dar 'um ar de sua graça'. Não contribuir com má fama para as estatisticas da economia informal, participação cívica, criminalidade, seja ela pequena ou violenta, ilicitos fiscais, etc., já é um desiderato confortável. Vem isto a propósito das recentes declarações do (dizem que é uma espécide de) PR relativamente às agências de rating, nomeadamente quando estas tiveram a ousadia de colocar a dívida pública portuguesa, e não só, ao nível considerado lixo.
Não se lhe conhecendo nenhuma posição firme em defesa de tudo aquilo que ele deveria representar quando, após o chumbo do PEC IV, as agências de rating baixaram o dito da República e a oposição berrava que tal se devia à falta de confiança dos mercados no (des)governo PS, comecei, ao estilo do pequeno Grande Arquitecto do SOL, a interrogar-me acerca das razões porque, para alguns, o (dizem que é uma espécie de) PR fala, agora, de mais.
Representando o que deve respresentarr, o (se não fosse uma espécie de PR) PR queria, apenas, provar que a acção das Moody's, Fitchs, Standard&Poors é indiferente do partido que está no governo ou das medidas tomadas para corrigir o défice. Para o demonstrar teve de esperar dois ou três longos e penosos meses (que as suas decisões são muito ponderadas) ainda que, para tal, tivesse de observar o País a descer no vórtice que nos há-de conduzir à ETAR dos mercados financeiros.
A um PR exige-se isenção e defesa intransigente do SU-PE-RI-OR Interesse Nacional. Exige-se também ponderação na expressão das suas opiniões, não vá sair gato por lebre como na Bolsa em 1987.
Neste sentido, e aspirando também eu a um dos rasgos a que me refiri no inicio, concluí que a razão porque calou o que agora brada aos quatro ventos tem pura e simplesmente a ver com a conclusão a que chegou ao fim de dois ou três longos e penososmeses de reflexão: "as decisões das agências de notação norte-americanas são uma ameaça à estabilidade da economia europeia". Isto, também, depois de, contra todas as promessas eleitorais e justificações para chumbar o PECIV, ir agora ser aplicado um imposto extraordinário.
Tal como comigo acontece, também o (dizem que é uma espécie de) PR não se pode igualar a Erastótenes, Copérnico, Galileu, Girordano Bruno, Newton, Pasteur, Fleming, Einstein, W. Brandt, O. Palme, Jean Monet e outros, razão pela qual, também, nada mais lhe resta que, de vez em quando, ter uns rasgos que lhe permitam, ainda que tarde e a más horas, concluir o que concluiu.
PS: Há porém uma diferença entre ambos: não comprei nem vendi acções da SLN. Mas será isto uma vantagem nos tempos que correm?